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- Consiga fotos do sertão nordestino e peça para um funcionário,
professor ou pai de aluno que seja sertanejo, contar aos estudantes
sua vida no sertão. Será ótimo para eles localizarem a origem
da literatura de cordel.
- Proponha aos alunos, uma pesquisa com a seguinte pergunta para uma
comunidade sertanejo-nordestina:
Você conhece "Literatura de Cordel" ? (Provavelmente
a resposta será "não", porque o nordestino conhece essa
narrativa em versos como "folheto", "romance"
ou "história de trancoso". Com isso, os alunos perceberão que o nome
"Literatura de Cordel" vem de fora, dado por pesquisadores
e estudiosos, não pelo povo.)
- Proponha uma leitura coletiva de uma história
de cordel. Estimule o "soltar" a voz. A classe pode representar
uma feira do interior do nordeste. Cada grupo tentará "vender"
seu folheto para os colegas, para isso eles terão que utilizar
recursos da voz, do corpo e das emoções para conseguir
o objetivo. Não esqueça de dizer que hoje em dia, o
cordel não é muito vendido em feiras para o povo, e
sim em livrarias, feiras de artesanato, aeroportos, etc. Lembre também
que o folheto nordestino poderia ou não ser pendurando em barbantes.
- A Literatura de cordel só utiliza rimas perfeitas, ou
seja com o mesmo som. O cordelista
não rima "sofá" com "cantar", nem tão pouco plural
com singular. Ex: "canteiro" com "espinheiros".
- A métrica mais utilizada é a de sete sílabas poéticas, não se preocupem com
a divisão silábica gramatical, utilizem a oralidade
e o ritmo. Todo verso de um cordel bem escrito tem a mesma medida do começo
ao fim.
- Por favor, não
façam as "xilos" em bandejas de isopor, material muito agressivo
ao meio ambiente, de difícil reciclagem. Procurem materiais
alternativos, o meio-ambiente agradece.
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