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Autor:
César Obeid
Ilustrações: Avelino Guedes

Resenha-
Elaboração: Luísa Nóbrega
Coordenação: Maria José Nóbrega
A
história começa no momento em que o menino Oscar tenta
convencer sua mãe a comprar um cachorro para ele, contra
a vontade dela. Mesmo contrariada, preocupada com a possibilidade
que teriam de cuidar do animal no pequeno apartamento em que vivem,
ela acaba concordando.
Num pequeno anúncio de jornal, mãe e filho descobrem
o endereço de uma mulher que vende cachorros de raça
a um preço baixo, e correm até lá. Escolhem
o mais caladinho dos filhotes para levar para casa: radiante, Oscar
dá a ele o nome de Dito.Qual não é a surpresa
do menino, porém, quando percebe que seu cachorro é
incapaz de andar... Segue-se um momento de incredulidade e revolta:
o que fazer com esse animal que não é como os outros?
Ao final, porém, mãe e menino descobrem que é
possível amar e cuidar com alegria de um ser diferente.
Comentários
sobre a obra
Nesse livro, o autor César Obeid se utiliza de sua linguagem
preferida - o cordel, para tratar de um tema que considera de fundamental
importância: os direitos dos animais. Ao fazê-lo, o
autor nos mostra que o cordel não é somente uma linguagem
que interessa por sua representatividade na cultura popular nordestina,
mas que ela é, isso sim, uma linguagem viva, mutável,
capaz de abordar os mais diversos temas.
Ao dividir o livro em duas partes - uma com a história narrada
na forma de uma narrativa rimada, outra estruturada na forma de
peça de teatro, presenteia os jovens leitores com a possibilidade
de experimentar e explorar um outro gênero. Em comum, tanto
a narrativa de cordel quanto o teatro não podem ser esgotados
numa leitura silenciosa: ambos necessitam que suas palavras sejam
ditas em voz alta, transformadas pelo corpo do ator ou do cantador.
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