Mitos Brasileiros em Cordel

 

   
 

 

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Texto: César Obeid
Desenho: Paulo von Poser
Duração: Aproximadamente 50 minutos
Público-alvo: Crianças.

Contação de Histórias
com César Obeid e Renata Perez

 

Nossas rimas brincalhonas
São mais doces do que mel
Com carinho lhes pedimos
Atenção público fiel
Lhes mostramos o roteiro
Do Folclore Brasileiro
Recriado em cordel.
 

 

 

Quem nunca ouviu as estripulias e artimanhas do Saci Pererê? Quem nunca achou muito engraçado os pés virados pra trás do Curupira? E quem nunca teve medo da Bruxa? Quem não conhece e se encanta com os segredos e mistérios da Iara?
 

Tem gente que aparece
E diz que não acredita
Que o Saci não existe
Que só nos livros habita
É gente que não entende
Que a vida ela só rende
Com uma história bonita.

 

Toda essa riqueza do nosso folclore agora é apresentada na forma de literatura de cordel, com muito ritmo, rimas, música, repente, movimento, alegria e adereços encantadores...
Roteiro de histórias:
Inicio: Improvisos com viola integrando o público.

 

 
Curupira- (06 estrofes)
Sigo aqui no meu cordel
Pra falar do Curupira
Ser pequeno e fantástico
Que anda sempre na mira
Do terrível caçador
Que vive sem ter amor
E nos animais atira.

IARA- (11 estrofes)
Essas rimas foram guias
Para o mito da Iara
Chamada de Mãe d’água
Tem uma beleza rara
Envolvendo seus modelos
Penteia os longos cabelos
Cantado à água clara.

LOBISOMEM- (08 estrofes)
Atenção caros ouvintes
Ao ver na rua um homem
Magro, abatido e calado
Em tédios que se consomem
É melhor tomar cuidado
Pois parado ao seu lado
Pode estar um lobisomem.

BOITATÁ- (05 estrofes)
Quem ilumina a floresta
Engoliu olhos por lá
Para enxergar melhor
Hoje iluminado está
Alguém adivinha o mito?
Já escuto um forte grito
Dizendo é o Boitatá.

MULA-SEM-CABEÇA- (03 Estrofes)
Vou contar de outro mito
Para que o povo conheça
Ela foi mulher do padre
Linda feita uma condessa
Mas quem faz o que não deve
Faz uma viagem breve
Vira Mula-sem-cabeça.

BRUXA- (05 estrofes)
Agora a nossa dupla
Uma brincadeira puxa
Vou fazer o meu feitiço
Vou vestir minha capucha
Nesses arsenal de rimas
Desenhamos todos climas
Para lhes falar da bruxa.

SACI-PERERÊ- (11 estrofes)
Uso versos de cordel
Que o leitor ouve e lê
Para contar nessas rimas
Sobre Saci-Pererê
Negro d’uma perna só
Da gente nunca tem dó
Pois adora um fusuê. (...)

Final: Improvisos de despedida.